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Sem vacina para combater o vírus, especialistas alertam para prevenção do zika vírus

São José dos Campos
 
Um problema de saúde mundial. Os casos de zika estão crescendo tão rapidamente no Brasil, e em outras partes do planeta, que a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou estado de emergência internacional por causa do vírus.
 
Transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que também é responsável pela dengue, febre amarela e a chikungunya, a zika tem despertado a atenção do poder público e da população por conta de uma possível relação com os casos de microcefalia, que também cresceram muito no país nos últimos meses.
 
Infectologista e professora da Faculdade Santa Marcelina, Débora Holanda alerta para a importância de um esforço conjunto para minimizar os impactos do vírus na saúde pública.
 
“Estamos diante de uma epidemia, e como tal, devemos juntar esforços para combatê-la. Não devemos esquecer que o comprometimento não deve ser somente da classe médica e sim de toda a comunidade que deve estar unida no combate ao vetor”.
 
Aí, enquanto pesquisadores não descobrem uma vacina para combater o vírus, valem aquelas recomendações que todos conhecem amplamente: evitar a proliferação do mosquito transmissor, não deixando água parada em ralos, vasos etc, e também se proteger com o uso de repelentes, por exemplo.
 
De acordo com pesquisas, os repelentes à base de icaridina são os mais indicados já que oferecem ação prolongada, por até 7h. “O ideal é que se use o repelente na frequência do menor tempo indicado no rótulo. Para os repelentes com icaridina, o ideal é que reaplique a cada 7 horas nas temperaturas abaixo de 30ºC e a cada 4 horas nas temperaturas acima de 30ºC”, afirma Julinha Lazaretti, bióloga com pós-graduação em Imunologia.
 
Outro recurso amplamente utilizado, tanto pela população quanto pela administração pública, é o larvicida, que impede a proliferação do mosquito. Diante de recentes polêmicas envolvendo os larvicidas químicos, chegou ao mercado o primeiro larvicida biológico (Biovech). A fórmula utiliza a bactéria Bacillus thuringiensis, que contém os cristais da proteína Cry que, ingeridos pela larva do mosquito, provocam a sua morte, evitando que ela se torne um mosquito adulto transmissor de doenças.

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