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Seria essa a solução para acabar com os testes em animais?

Seria essa a solução para acabar com os testes em animais?

Em um laboratório de Londres está sendo feito um experimento para descobrir se e como o fígado irá reagir a um novo medicamento.
O experimento é feito em um pequeno dispositivo que contém um fígado em miniatura feito a partir de células humanas.

O fígado-num-chip, que foi batizado de Quantum- B está sendo usado para ajudar pesquisadores a encontrar a cura para a hepatite B. 
 
Enquanto isso outros órgãos já estão sendo testados no chip, como é o caso do pulmão-num-chip, que está sendo desenvolvido pela Wyss Institute, da Universidade de Harvard, e o coração-num-chip em Berkeley na Universidade da California.  Além desses estão sendo desenvolvidos chips imitando o rim, intestino, tecido muscular, gordura, ossos e pele.
 
O chamado órgão-num-chip foi desenvolvido por cientistas do Wyss Institute, e depois replicado por outros cientistas ao redor do mundo, com o objetivo de, além de entregar resultados mais precisos em pesquisas médicas, acabar com os testes de laboratório em animais, que já não são necessariamente bons parâmetros para humanos por causa das diferenças biológicas. O órgão-num-chip vai possibilitar também, a realização de experimentos muito arriscados para voluntários humanos e vai acelerar o processo de desenvolvimento de novos medicamentos.
 

O chip funciona assim:  células humanas cultivadas são fixadas em estruturas especiais feitas no chip, que na maioria das vezes é feito de materiais sintéticos, como polímeros que podem ser transparentes, o que faz com que as células possam ser vistas pelo microscópio.
Apenas pequenas colônias de células são necessárias para desempenhar a função do órgão no chip, elas se organizam naturalmente como fariam no corpo, e sua nutrição é feita a partir de uma técnica chamada microfluídica que transporta o fluido, que desempenha o papel do sangue, por minúsculos canais.


Os pesquisadores agora querem associar diferentes chips para descobrir como as reações de um órgão podem afetar a outro e sonham com o dia em que poderão trabalhar com um corpo-num-chip. A estimativa é de que, com o aprimoramento da tecnologia e com mais pesquisadores tendo acesso ao órgão-num chip, em 10 anos ou mais, o tempo e custo para o desenvolvimento de novos medicamentos irá diminuir bastante, assim como o numero de animais usados como cobaia em laboratórios. O que podemos fazer é torcer para que esse dia chegue logo.  
 
*A Alergoshop não realiza testes em animais nos seus cosméticos.
 
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