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Atenção ao abuso de descongestionantes nasais

Atenção ao abuso de descongestionantes nasais

"Uma revisão sobre a relação entre descongestionantes nasais e rinite medicamentosa, feita pela Uningá, trouxe resultados preocupantes. 
 
De acordo com o levantamento, os descongestionantes nasais são um dos medicamentos mais procurados nas farmácias por quem se automedica. Isso pode ser explicado por dois motivos: a ausência de controle na venda dos remédios, que dispensa receita médica, e a falta de informação sobre os riscos do uso indiscriminado. 
 
Por conta disso, o descongestionante nasal é a solução mais cômoda para um dos males mais incômodos que existem: o nariz entupido. O problema é que esses fármacos atacam apenas o sintoma de doenças das vias aéreas, como a gripe, e podem ter inúmeros efeitos colaterais. Alérgicos, então, estão ainda mais vulneráveis, a tentação de usar esses remedinhos “milagrosos” para quem sofre de rinite é enorme. Os resultados adversos mais perigosos são hipertensão, arritmia cardíaca e depressão. Outro transtorno é o efeito rebote, mais recorrente nos produtos que apresentam ação mais prolongada. A consequência colateral mais comum, porém, é a rinite medicamentosa, resultado do abuso desses remédios. 
 
O estudo mostra que entre os usuários dos descongestionantes nasais, 66% usam continuamente o produto por mais de 90 dias, considerado uso crônico. Dentro desse grupo, 71,43% usaram seguidamente por mais de 12 meses, frequência que caracteriza o diagnóstico da rinite crônica. 
 
Diante desse quadro, é importante conscientizar as pessoas (a população em geral, os farmacêuticos e os médicos) dos riscos do uso irresponsável desses medicamentos. Os descongestionantes nasais são recomendados com parcimônia e sob supervisão médica em casos específicos e graves, como infecções e crises de rinite aguda. No entanto, por trazerem alívio imediato e fácil, têm sido usado de forma desproporcional:  é como matar uma mosca com bala de canhão".

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